Perfil

Nome: Lidiane Fernandes
Idade: 32 Anos
Cidade: Natal/RN
Níver: 26/07
Frases: "Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim..."

"Romântica inveterada, pela pessoa que estou apaixonada, sou capaz de tudo. Nem dominadora, nem dominada essa é minha filosofia. Entre EU e VOCÊ tudo é permitido".

"Nunca seja leviano com o coração dos outros, nem tão pouco permita que sejam com o seu".

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Quinta-feira, Julho 03, 2008


Por Lidi às 6:31 PM

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Terça-feira, Junho 17, 2008


Rodei a chave e girei a maçaneta da porta, tudo o que vi foram aquelas paredes brancas e a sala vazia. Andei vagarosamente até a janela e olhei para baixo por entre o vidro, tudo que vi foi o movimento de carros na rua e uma luz fraca que teimava em penetrar pela janela. Luz do sol dizendo adeus ao dia. Fraquinha, laranja e que tinge o céu de um colorido que nenhuma aquarela é capaz de reproduzir com tamanha perfeição. Quis sentir o vento batendo no rosto e num movimento rápido abri toda a janela. Num segundo um número sem fim de cartas e contas começaram a voar por entre os cômodos. Correspondências há muito deixadas por debaixo da porta. Caminhei vagarosamente por entre as portas fechadas e fui abrindo uma a uma, como num ritual de purificação. Como que para limpar a escuridão com raios de luz. Mais uma vez reparei nas paredes vazias e nas marcas que os quadros haviam deixado. O colorido abrira espaço para o branco e isso incomoda minha vista. Não consegui distinguir ao certo se estava triste ou feliz. E naquele momento a solidão dói, em pequenas doses de desespero e medo. Vislumbrei com esperança o futuro e queria esquecer um pouco o passado. Talvez para aliviar todo aquele tormento, mas o presente ainda estava bem vivo na memória e nem os pequenos sonhos puderam evitar que lágrimas rolassem por minha face. Deixei cair todas para tentar jogar fora aquele sentimento ruim que estava dentro do peito. Depois, um pouco mais tranqüila, passei a mão no rosto, limpei aquela maquiagem borrada, olhei-me no espelho e disse a mim mesma que agora seria um novo começo e que havendo deixado tudo para trás o caminho seria sem volta. Não me permitiria retroceder, a linha do horizonte seria meu guia. Abracei a solidão daquela casa vazia e tomei como princípio de vida o pôr do sol que mesmo trazendo o escuro da noite consegue impressionar e multicolorir todos os dias.

Por Lidi às 7:02 PM

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Terça-feira, Junho 10, 2008


Ultimamente tem me invadido a cabeça uma idéia estranha. Com o sono muito leve, geralmente acordo pensando em alguém. Quase nunca em algo que deixei de fazer ou promessa que deixei de cumprir, mas em alguém que num momento específico esteve em minha vida ou, só durante os sonhos pude tocar as mãos. Sempre me reconheci apaixonada por gente. Tudo me interessa. Sugo tudo: palavras, olhares, gestos... E dessa forma vou ficando enorme, de barriga bem cheia de um calhamaço de abstrações humanas.
Pensando nisso me veio uma preocupação. Será que pelo menos uma pequeníssima porcentagem das pessoas por quem acordo no meio da noite com uma lembrança ou uma saudade sabe que eu existo? Que eu estou aqui, na minha casa, perdendo o sono? E não é uma preocupação para ser recompensada pelo sono perdido, do tipo: pôxa, eu aqui pensando nela e ela em Paris fazendo doutorado?! Não é isso! Não governo meus pensamentos e tenho a cada dia um interesse menor pelas expectativas, minhas e dos outros. É uma coisa muito mais sutil. Porque intuitivamente eu sempre soube que aqueles moços todos por quem esmaguei flores e enxarquei travesseiros, nunca estiveram nem aí pra mim. Mas eu quebrei quadros, destruí fotografias, espantei beija-flores... Porque essa era uma importância minha. Uma necessidade minha.
Tem um monte de gente numa hora dessas pensando num melhor pneu pra pista molhada, num melhor time de futebol, numa melhor vela para pôr em cima do bolo de casamento... E eu aqui, náufraga nessa ilha de pensamentos que nem de longe enxerguei em outras pessoas. "Se há em meu planeta uma única flor do mundo que pode ser destruída pelo sopro de um carneiro, isso não tem importância para você?" (Exupery). O que são as pessoas para me fazerem chorar, perder o sono, rasgar papéis? Esmagar flores nas mãos? Logo elas, as flores, que levam dias e dias para manterem sua cor e graça exatamente perfeita até o momento em que eu as esfacele num golpe de fúria?
Meu mundo é feito de pessoas. Elas me acordam todos os dias. Me rondam, me enchem, me perturbam. Me alegram, me desinquietam, me movem. Mas quem lhes deu esse poder afinal?

Por Lidi às 7:26 PM

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Sexta-feira, Junho 06, 2008


Ninguém entende... Como nos sentimos pequenos e insignificantes como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos que existia lá dentro... E não importam novos cortes de cabelo, seus novos amigos... Quando se deitar ficará relembrando cada detalhe... E se perguntando o que fez de errado ou porque não percebeu. E como pôde por aquele breve momento achar que era feliz...
E depois de tudo, seja lá o tempo que demorar... Você vai para um lugar de frente... E conhece pessoas que te fazem sentir queridas... E os pequenos pedaços de sua alma finalmente retornarão... E toda aquela bagunça, todo o tempo que perdemos de nossa vida... Começará a desaparecer...

Por Lidi às 9:08 AM

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